VERGONHA: entenda como foi a invasão na UnB

Movimentos de esquerda coordenam ação ilegítima e ilegal

Um dos capítulos mais vergonhosos do movimento estudantil brasileiro foi escrito na Universidade de Brasília no dia 31 de outubro, segunda-feira passada. Em uma Assembleia Geral absolutamente ilegítima, comandada ilegalmente pela Comissão Eleitoral, decidiu-se pela invasão criminosa de prédios do campus Darcy Ribeiro, de forma análoga ao que aconteceu no campus de Planaltina.

Vamos aos fatos:

1) O Estatuto do DCE estabelece que a Assembleia Geral pode ser convocada extraordinariamente pelo Conselho de Entidades de Base (CEB), pela diretoria do DCE-UnB ou por comissão estudantil, composta de cinco estudantes, mediante apresentação de ordem de convocação escrita e assinada por, no mínimo, 10% de todos os membros do DCE (art. 18, § 1º, Estatuto do DCE-UnB). A Assembleia Geral NÃO pode ser convocada pela Comissão Eleitoral, cuja única função é a “realização de todo o processo eleitoral” (art. 43, parágrafo único, Estatuto do DCE-UnB) para escolha de nova gestão do DCE.

2) A Assembleia Geral, convocada em total desrespeito ao disposto no Estatuto do DCE, recolheu as assinaturas dos presentes e as registrou em ata, totalizando 1.424 estudantes. O Estatuto do DCE estabelece em seu artigo 20: “O quórum mínimo para que a Assembleia Geral tenha caráter deliberativo é de três por cento do total de membros, tendo caráter apenas consultivo no caso de quórum inferior”. Como a Universidade de Brasília possui 48.605 estudantes matriculados, o quórum mínimo exigido pelo Estatuto do DCE deve ser de 1.458 estudantes. Portanto, o quórum para que a assembleia fosse deliberativa NÃO foi atingido.

3) A despeito de todas essas flagrantes ilegalidades, a Comissão Eleitoral, a exemplo de Pilatos, simplesmente lavou as mãos e informou que, como “o movimento estudantil da Universidade possui vida própria e independência para além das entidades representativas – como o DCE – a ocupação e todos os encaminhamentos aprovados, mesmo não sendo dirigidos pelo DCE, são legítimos aos estudantes”. Depois de tantas bizarrices, à Comissão Eleitoral interessa apenas se eximir de qualquer responsabilidade.

A invasão na Reitoria se transformou em um micro-Estado policialesco: (a) a comissão criminosa de invasão decide quem e o que entra ou sai do prédio; (b) o controle é exercido por bandos encapuzados; (c) qualquer tipo de gravação de vídeo está proibida, o que é feito ante ameaça de violência física; (d) professores de diversos departamentos estão realizando “aulões” nas dependências do edifício em apoio a essa invasão ilegítima.

O prédio BSA Sul também foi invadido, e carteiras foram usadas como barreira para impedir a entrada de alunos e professores. Os pavilhões Anísio Teixeira e João Calmon estão na mira de próximas invasões, e algumas salas do Instituto Central de Ciências (ICC) também foram invadidas.

O que vemos acontecer na Universidade de Brasília é a imposição de uma agenda política de uma minoria raivosa que não pensa duas vezes em fazer o que for preciso – rasgar o Estatuto do DCE, constranger alunos e professores, adotar táticas de ação típicas de grupos nazifascistas – para que sua vontade prevaleça sobre toda a comunidade acadêmica. Para eles, os fins justificam os meios. Para eles, só o que importa é que se façam suas vontades, uma vez que vivem na perigosa ilusão de serem arautos da justiça social, paladinos progressistas, o que lhes confere uma superioridade moral que os coloca além do bem e do mal.

O Movimento Reação Universitária abomina e repudia veementemente a truculência e o autoritarismo dessas ações ilegítimas e ilegais, e informa que está estudando as medidas judiciais cabíveis para a reintegração dos edifícios e o restabelecimento das atividades nas áreas invadidas.

Movimento Reação Universitária

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