Propostas da Reação: Permanência Estudantil

Precisamos pautar a permanência de forma prática, inclusiva, racional e democrática

Acreditamos que uma gestão que supere os erros do passado de forças estudantis tradicionais, de negarem pautas relacionadas à permanência ou assumirem um posicionamento populista e autoritário, e se comprometa com a dignidade humana e com a defesa da menor minoria (o indivíduo), respaldando-se assim em metas democráticas que reconheçam e solidarizem com a relação fundamental que a permanência assume em relação a diversos aspectos, como:

– Promover a integração cultural e desportiva entre os alunos pela iniciativa da gestão ou em parceria com outros grupos da UnB relacionados a esporte e cultura;

-Garantir acesso a uma variedade de transportes de qualidade e populares, diante da expansão da demanda estrutural;

-Solucionar demandas básicas junto aos Conselhos Superiores, como estacionamentos, creches (recordando-se de se trata de uma pauta eleitoral da reitora Márcia), modernização da Matrícula Web, bebedouros, roteadores de internet e iluminação, com as mais diversas alternativas, parcerias e estratégias possíveis, tendo proporção da crise orçamentária;

-Pleitear a reestruturação dos espaços físicos e dos recursos humanos da UnB para garantir a acessibilidade e aprendizagem dos estudantes com deficiência;

-Articular campanhas e estruturas na UnB que discutam e solucionem a questão da saúde mental de estudantes em situação de vulnerabilidade psicológica;

-Buscar soluções institucionais e democráticas para reforçar o combate efetivo às discriminações e ao assédio sexual, em regime de apoio com o DIV;

-Estabelecer representatividade e diálogo constante junto aos campi avançados para captação de demandas necessárias e suporte em planos de melhorias e expansão na infraestrutura e áreas diversas (em especial, com regimes de parceria com outras entidades, além da UnB e o Governo);

-Acolher os calouros de forma prática, efetiva, inclusiva e divertida, com um orçamento planejado e criativo, e uma parceria junto às Atléticas e CAs.

Dessa forma, propomos:

Calouros 

-Semana da Acolhida:

  1. Recepção geral de calouros do DCE, em parceria com DAs e CAs e articulação de um trote solidário (com doação de alimentos e sangue, ações comunitárias) e um Happy Hour do DCE, com um orçamento previamente planejado com a livre iniciativa do DCE (evitando gastos onerosos da gestão anterior com a Calourada)
  2. Realização de eventos didáticos sobre a UnB, sobre o movimento estudantil, capacitação pessoal e discussões político-culturais)
  3. Distribuição de um Guia Informativo do DCE para calouros, orientando-o sobre diversas questões e papéis fundamentais relacionados à UnB
  4. Organização de uma Calourada: articulada com um diálogo efetivo com os CAs/DAs sobre a empresa responsável pela realização do evento. O foco principal da discussão será o planejamento orçamentário junto às entidades de base, para que o DCE não seja prejudicado!

Diversidade, Saúde Mental e Minorias

-Aproximação do DIV com a comunidade discente para combater discriminações e incentivar a assistência psicológica de “minorias” (negros, mulheres, LGBTs e indígenas) em situação de vulnerabilidade (familiar, social ou pessoal);

-UnB Livre de Preconceitos: dar visibilidade institucional, entre os estudantes, ao DIV (que acolhe denúncias de assédio, discriminação etc)

-Reivindicar a modernização e aprimoramento da Ouvidoria da UnB, reforçando um tipo de espaço de convívio mais tolerante e inclusivo

-Campanhas, eventos e palestras sobre a saúde mental da juventude, que atualmente compõem os segmentos que mais sofrem com depressão, estresse, ansiedade e alguns chegam até ao suicídio, diante de uma geração que já é muito vulnerável diante dessa questão

-Suporte e inclusão de estudantes indígenas, junto ao DIV

-Organização de eventos realizados em parceria com o IP e especialistas, sobre capacitação para abordagem de pessoas em situação de vulnerabilidade psicológica ou até de comportamentos auto-mutilantes.

-Formar parcerias junto à grupos de ioga para realização de eventos e dinâmicas relacionadas a uma UnB confortável para os estudantes, dedicada em suas permanências e saúdes mentais

-Parceria institucional com o IP e o Ambulatório de Saúde Mental do HUB em defesa da qualidade de vida e da saúde mental dos estudantes

Cultura e Esporte

-Captação de demandas de coletivos culturais

-Promoção de cine-debates (com temáticas políticas ou abertas)

-Realização de eventos culturais informais, junto à CAs do IdA, no ICC

-Desburocratização do Centro Olímpico

-Pleitear conversão de horas treino na equipe desportiva da UnB em créditos junto ao DEL e DEC

-Apoio institucional às Atléticas

-Feiras Culturais e Saraus para garantir visibilidade para projetos de pesquisa e extensão

Transporte

-Pleitear uma expansão e melhor divulgação do transporte interno entre as faculdades da universidade.

-Facilitar o acesso ao transporte das novas áreas urbanizadas da região (como Águas Claras e Jardins Mangueiral).
-Tentar fazer parcerias com sistemas de transporte alternativos como Uber e Cabify.
-Entrar em contato com as empresas responsáveis pelo transporte público oferecendo parcerias, dando capacitação aos alunos de diversos cursos envolvidos com o projeto e melhorando a qualidade do transporte.
-Melhorar a qualidade do transporte oferecido para o campus.
-Promover discussões para evoluir o sistema de transporte e a sua cultura.

Infraestrutura

-Pleitear pavimentação dos estacionamentos na FGA, no ICS, no BSAS e demais departamentos/institutos ao DER e à PRC

-Sala de Estudo 24 horas no ICC

-Pleitear a introdução de creches na UnB, ressaltando que essa era uma pauta eleitoral da atual gestão de reitoria. A gestão pode trabalhar em parceria com a FE e estabelecer um programa de extensão para seus alunos, facilitando o custeio e incentivando a formação profissional e humana do estudante

-Regulamentação dos espaços físicos dos CAs no ICC (grande mobilização em prol da construção de uma unidade estudantil por essa pauta)

-Cobrança institucional e constante pela reposição de artigos de higiene em banheiros

– Cidadania Fiscal: acompanhamento democrático, orçamentário  e físico da execução de obras, da prestação de serviços públicos dentro da FUB e da aquisição de materiais e equipamentos, por grupos de cidadãos organizados em aplicativos agregadores disponíveis na internet ou na telefonia celular. O projeto envolveria cidadãos comuns, estudantes, servidores e professores. Esse projeto pode tomar como referência a PL 9617/18 e o sucesso de projetos parecidos realizados em 2016, no estado do Amapá

-Modernização da Matrícula-Web, buscando maior acessibilidade e segurança no período da matrícula de matérias e no período de encaminhamento de notas

– Pleitear a instalação de mais bebedouros e roteadores de internet, especialmente em áreas que não os possuem.

-Mapeamento de áreas que demandem melhorias na iluminação do campus e de alguns corredores e anfiteatros. Utilizaremos esse mapeamento para reintroduzir a pauta junto à PRC e à CEB.

-Por um ajuste no RU pautado na permanência estudantil, apontando as seguintes pautas:

  1. Revisão no contrato de terceirização com a Sanoli (A Sanoli, por sua vez, serve a dezenas de hospitais e órgãos públicos, o que possibilita a sua produção em larga escala e a custos menores. O preço alto não condizente com o entregue obriga a UnB a despender 17% de seu orçamento para subsidiar a alimentação de seus estudantes. Tendo em vista tais fatos, é preciso que haja uma revisão no contrato de terceirização do RU ou abertura de novo edital licitatório para que se corrija as falhas do atual. Vale ressaltar que a Sanoli não paga aluguel do local e mesmo assim cobra valores superiores aos dos outros restaurantes presentes no Campus)
  2. Reajuste muito gradual e lento dos preços
  3. Servidores não deveriam receber um privilégio de subsídio, além das garantias trabalhistas previstas(vale-alimentação). A lei tem que ser respeitada!
  4. Defesa da livre-iniciativa: com a maior presença da iniciativa privada e de autônomos nos campi facilita-se a vida do estudante e alivia-se o orçamento público, visto que estes podem optar por alimentar-se em outros restaurantes e áreas da Universidade. Entendemos o aumento proposto como absurdo pela falta de diálogo com que o processo tem sido conduzido e pela ausência de explicações dadas aos estudantes. Cria-se a sensação de que há outras áreas não tão essenciais ao funcionamento da Universidade que tem arrematado os recursos de alimentação, investimento e pesquisa, visto que o repasse no ano de 2018 é superior  nas casas das centenas de milhões e ainda assim essas áreas têm sofrido cortes orçamentário.
  5. “Diálogo para avançar”: Em sua ausência, desenha-se um quadro no qual a percepção passada a nós, estudantes, é de que pretende-se transferir os custos causados pela má gestão de outras áreas para a alimentação – cuja a alta demanda e necessidade dos estudantes combinadas com a falta de opções frente ao RU, imposta pela própria reitoria, obriga-nos a arcar.

Acessibilidade de Pessoas com Deficiência

-Pleitear a capacitação profissional de técnicos e professorado para lidarem com estudantes com deficiência
-Apoio, junto ao PPNE, Governo Federal e UnB, a pesquisas sobre o processo de ensino e aprendizagem e acessibilidade de pessoas com deficiência, combatendo a evasão universitária
-Realização de eventos esportivos para estudantes com deficiência, junto à Atléticas
– Diálogo junto ao PPNE, CESPE e FE para buscar adaptações justas e dignas nos vestibulares para deficientes
-Pleitear a modernização do espaço físico dos campi, em meio a um diálogo consistente com o PPNE e a prefeitura do campus, garantindo a eliminação de barreiras físicas para pessoas com deficiência.
-Pesquisas anuais sobre a situação dos estudantes com deficiência

-Pleitear a expansão da Biblioteca Digital e Sonora para garantir inclusão em termos de cultura, informação e educação

-Pleitear utilização do braile para salas de aula

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