O impeachment, a greve e os estudantes

O processo de impedimento de Dilma Rousseff se concretizou e agora temos um presidente supostamente inimigo das esquerdas – elas o têm como adversário, mas ele sofre com a pressão e se submete a algumas pautas petistas. Uma parte dessa pressão é feita pelas instituições universitárias que controlam, como centros Acadêmicos, DCEs, sindicatos e reitorias. Os partidos e as organizações socialistas já se preparam para utilizar tudo o que dominam em defesa do PT e aliados.

Na UnB, as esquerdas organizadas possuem a maioria dos CAs, sindicatos e, agora, a reitoria. Ao que tudo indica, essa turma tentará de tudo para implantar uma greve em defesa de Dilma – antigamente eles inventariam uma desculpa como “defender a educação”, mas parece que estão tão desesperados que terão que revelar suas reais intenções. A Frente Brasil Popular, grupo que congrega várias organizações socialistas, propôs uma paralisação geral para o dia 22 de setembro [1].

Os alunos contrários à paralisação nada poderão fazer individualmente pois estão dispersos e suas ideias não se materialização em ações de contestação aos abusos socialistas em nossa universidade. Pequenos grupos de esquerda organizados internamente, mas conectados externamente a partidos como PT, PCdoB e PSOL, conseguirão guiar os rumos de nossa universidade em direção ao precipício da greve.

Como reagir a isso? Apenas por meio da organização. CAs, DCE e grupos do movimento estudantil (como MRU) não alinhados às forças de esquerda devem unir forças de maneira estratégica para barrar as tentativas de instaurar o caos na UnB em defesa do projeto de poder petista.

Tarefa difícil, mas não impossível, que deve ser iniciada o quanto antes.

Osmar Bernardes Júnior – Presidente do Movimento Reação Universitária

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