Manifesto de Criação

O MOVIMENTO REAÇÃO UNIVERSITÁRIA foi criado por estudantes da Universidade de Brasília que, cansados do monopólio revolucionário do movimento estudantil, se uniram para dar voz às ideias à direita do espectro político.

O protagonismo da esquerda sobre as ações culturais e políticos no campus combinado com a militância de partidos políticos que defendem os maiores regimes genocidas da história humana geram um ambiente sem liberdades e sem pluralismo.
A maioria dos alunos passa a ser vítima desses movimentos esquerdistas e toda a vida universitária fica submissa às ideologias e perseguições desses grupos, que, sem argumentos, só repetem palavras de ordem e xingamentos.

Outros grupos surgem para se opor aos comunistas, mas, por incompetência ou fraqueza, são pautados pela esquerda e passam a defender todos os valores culturais progressistas, tornando-se uma ferramenta indireta da atuação revolucionária.

Esta esquerda aplica novas estratégias para chegar ao mesmo objetivo de sempre: destruir os valores atemporais e a ordem, relativizar a realidade, calar os opositores e obter o poder total sobre toda a sociedade. A guerra de classes entre proletários e burgueses não saiu do papel, mas, ao invés de questionarem o pressuposto ideológico, a nova esquerda mudou a estratégia e criou novas divisões na sociedade, com a pregação do racismo e dos preconceitos mais odiosos.

O MOVIMENTO REAÇÃO UNIVERSITÁRIA surge para fazer oposição real à revolução e propagar valores de respeito à liberdades de expressão, de valorização da dignidade humana, de convívio pacífico e seguro na Universidade, de excelência acadêmica e de respeito à pluralidade de ideias.

Mascote, nome e slogan

A nossa REAÇÃO é em defesa de um ambiente acadêmico de excelência, que respeite a pluralidade de pessoas e ideias, que busque o diálogo como prática para a boa política estudantil e que, sobretudo, coloque os estudantes e os seus interesses em primeiro lugar.

A nossa REAÇÃO é contrária ao autoritarismo que há muito fora estabelecido pelas práticas do velho movimento estudantil que, imbuído de intolerância, se utiliza de agressões para invadir salas, formar piquetes e agredir colegas que pensam diferente.

Nesse sentido, surgimos para ecoar a voz dos estudantes universitários que, cansados do patrulhamento ideológico e da instrumentalização político-partidária das instituições de ensino, uniram-se em torno de um projeto ousado e inovador, distante das amarras dos autoritários e extremistas.

A escolha do lobo como símbolo e mascote deu-se em referência ao lobo-guará – um animal do cerrado, de hábitos livres, guardião dos seus semelhantes contra animais ferozes, perspicaz e que simbolicamente sintetiza a nossa luta pela valorização da dignidade da pessoa humana em busca da defesa daquilo que torna a UnB grandiosa: a opção pela Liberdade em detrimento do medo e do terrorismo agitador. Não há ambiente democrático e livre onde não há respeito e tolerância. Portanto, eis o porquê do nosso slogan: A Liberdade vencerá o medo!

 

             Nossos Valores

Existe um estigma significativo quanto ao conteúdo programático da direita. Ainda mais, a direita adaptada à realidade institucional brasileira. A associação da direita ao positivismo militarista do regime militar de 1964 ou ao integralismo tupiniquim dos anos 1930 é simplista e equivocado. Existe um entendimento moderno também de afastar o liberalismo político , ou até mesmo o liberalismo econômico, da tradição da direita brasileira. Evidentemente, é inegável que tenham existido quadros históricos marcadamente intervencionistas, populistas e autoritários (como de praxe na história latino-americana). Entendendo que esses quadros não são os únicos, e que existiram melhores, como Joaquim Nabuco, Carlos Lacerda, Gustavo Corção, Meira Penna ou Roberto Campos, podemos também perceber uma outra tradição na história das ideias políticas do Brasil relacionadas ao espectro direitista.

Essa tradição é marcada pela defesa dos direitos individuais, da livre iniciativa, dos valores tradicionais do Ocidente e dos valores democráticos, princípios raros para a nossa “elite” política, diante do modelo de Estado que temos.

Como reflexo dos desafios de afirmação desses valores, temos um compromisso sistemático com esses da seguinte forma:

  1. Ocupar os espaços estudantis com uma visão em defesa da livre iniciativa, do mérito individual, da educação nacional e dos genuínos procedimentos democráticos de protesto;
  2. Reconhecer e defender o tripé básico formador da cultura ocidental – o direito romano a moral cristã e a filosofia grega – como indispensáveis para o progresso da academia e da Humanidade;
  3. Reconhecer a economia de mercado como o regime econômico que mais proporcionou prosperidade, democracia e paz, sem, contudo, deixar de destacar algumas de suas falhas, como o materialismo econômico-cultural, o meta-capitalismo e as questões econômico-sociais do povo trabalhador;
  4. Reconhecer a missão da juventude como a de estudar e conservar as conquistas do passado, de combater as ideologias utópicas do presente, e de imaginar um futuro mais próspero.

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