Excelência Acadêmica

Em defesa de uma UnB livre, moderna e plural

Lutaremos por uma Universidade livre, moderna e plural em todos os âmbitos da UnB, afirmando nosso compromisso com a excelência acadêmica, com a expansão, desburocratização e reestruturação do tripé universitário; e com a capacitação profissional, integral e humana do estudante, seja nos espaços internos da UnB, seja na comunidade local.

 

Por isso, pleiteamos essas propostas de acordo com as seguintes áreas:

 

 

Crise Orçamentária

 

Há alguns meses atrás, analisamos algumas explicações para essa crise da UnB, esclarecendo que ela começou em 2013, e pode ser resumida pelo contexto burocrático da Universidade, que compromete a autonomia, abre margem para um discurso simplista que repreende as oportunidades acadêmicas.

Apontamos também sérios problemas na gestão dos recursos repassados, que hoje estão mal distribuídos entre o pessoal e os investimentos, efeitos da falta de planejamento sobre o custeio da expansão universitária. Não é justo que o estudante pague essa conta, prejudicando sua permanência. É preciso arranjar novos mecanismos de aumentar a arrecadação da Universidade e assumir uma política mais austera com a possibilidade de futuras contratações.

É preciso pautar a modernização universitária para garantir sua independência e avanços importantes no cumprimento de sua missão social (inovação tecnológica, capacitação profissional, cidadania pluralista e produção científica).

Fazer tumulto midiático, depender de emendas parlamentares ou fulanizar a crise, de forma alguma, representam o caminho mais eficaz para recuperar da crise. É preciso procurar formas mais práticas para irmos além, superarmos os desafios da burocracia e da pouca transparência institucional.

– Cidadania Fiscal: acompanhamento democrático, orçamentário  e físico da execução de obras, da prestação de serviços públicos dentro da FUB e da aquisição de materiais e equipamentos, por grupos de cidadãos organizados em aplicativos agregadores disponíveis na internet ou na telefonia celular. O projeto envolveria cidadãos comuns, estudantes, servidores e professores. Esse projeto pode tomar como referência a PL 9617/18 e o sucesso de projetos parecidos realizados em 2016, no estado do Amapá

-Liberalização de fundos patrimoniais (de PJs, Alumni, ONGs pró-educação ou doadores individuais), como fundraising, endownments etc

-Desburocratização de licenças para uso comercial nos campi e liberação do comércio informal, especialmente em terrenos ociosos. Com o aluguel desses terrenos, a UnB pode se reestruturar em termos orçamentários.

-Pleitear a captação de funding grants junto a agências internacionais

-Pautar junto ao Governo Federal restrições contra qualquer natureza de contigencienciamento dos recursos próprios da Universidade.

-Por um ajuste no RU pautado na permanência estudantil, apontando as seguintes pautas:

  1. Revisão no contrato de terceirização com a Sanoli (A Sanoli, por sua vez, serve a dezenas de hospitais e órgãos públicos, o que possibilita a sua produção em larga escala e a custos menores. O preço alto não condizente com o entregue obriga a UnB a despender 17% de seu orçamento para subsidiar a alimentação de seus estudantes. Tendo em vista tais fatos, é preciso que haja uma revisão no contrato de terceirização do RU ou abertura de novo edital licitatório para que se corrija as falhas do atual. Vale ressaltar que a Sanoli não paga aluguel do local e mesmo assim cobra valores superiores aos dos outros restaurantes presentes no Campus)
  2. Reajuste muito gradual e lento dos preços
  3. Servidores não deveriam receber um privilégio de subsídio, além das garantias trabalhistas previstas(vale-alimentação). A lei tem que ser respeitada!
  4. Defesa da livre-iniciativa: com a maior presença da iniciativa privada e de autônomos nos campi facilita-se a vida do estudante e alivia-se o orçamento público, visto que estes podem optar por alimentar-se em outros restaurantes e áreas da Universidade. Entendemos o aumento proposto como absurdo pela falta de diálogo com que o processo tem sido conduzido e pela ausência de explicações dadas aos estudantes. Cria-se a sensação de que há outras áreas não tão essenciais ao funcionamento da Universidade que tem arrematado os recursos de alimentação, investimento e pesquisa, visto que o repasse no ano de 2018 é superior  nas casas das centenas de milhões e ainda assim essas áreas têm sofrido cortes orçamentário.
    5. “Diálogo para avançar”: Em sua ausência, desenha-se um quadro no qual a percepção passada a nós, estudantes, é de que pretende-se transferir os custos causados pela má gestão de outras áreas para a alimentação – cuja a alta demanda e necessidade dos estudantes combinadas com a falta de opções frente ao RU, imposta pela própria reitoria, obriga-nos a arcar.

 

 

Empresas Juniores e outras iniciativas estudantis

 

Ampliação da divulgação sobre projetos de iniciação científica

-Captação de demandas burocráticas e orçamentárias dos Grupos PET de cada departamento para expor nas reuniões do CEPE

-Suporte financeiro do DEX em projetos de extensão, iniciados por estudantes

-Liberação do financiamento privado em projetos de pesquisa e de extensão

-Start-Ups na Universidade e apoio ao empreendedorismo nos campi

-Pleitear a liberação e incentivo à serviços de consultoria e advisory para corporações públicas e privadas, por parte de empresas juniores e demais agremiações estudantis

-Tópicos de capacitação profissional em áreas específicas (para fins de atualização sobre a realidade do mercado ou de concursos públicos)

-Defesa de uma Universidade aberta para a sociedade

-Sistema de Voluntariado Universitário: política de incentivo (via conversão em créditos) a ações comunitárias de estudantes – análoga ao modelo de universidades japonesas

-Relação de diálogo com os PETs para pleitear suas demandas junto aos Conselhos Superiores

-Cooperação com a Concentro para resolver problemas estruturais ou institucionais de EJs

-Pleitear a liberação e incentivo à serviços de consultoria e advisory para corporações públicas e privadas, por parte de empresas juniores e demais agremiações estudantis

– Ampliação das turmas das matérias de EJ 1 e EJ 2

– Suporte e apoio às manifestações artísticas de estudantes, como o forró e a batalha da escada

-Semana do Empreendedorismo

-Apoio a cursinhos gratuitos voltados para a jornada dos vestibulares

-Força tarefa, junto à comunidade acadêmica, para elaboração de iniciativas comunitárias extracampi, que valorizem a transmissão de conhecimento e de capacitação para cidadãos e cidadãs, por uma UnB sem muros!

-Pleitear por feiras semestrais de carreiras (job fair)

-Desburocratização do espaço físico da UnB para conferências, seminários e eventos promovidos por estudantes

-Programa de Conferências da UnB: programa de estudantes e/ou professores/especialistas, sem fins lucrativos, destinado à disseminação de ideias, cultura e política pela internet e pela UnBTV (algo parecido com uma versão universitária do TEDx)

-Elaboração de eventos com as EJs e a Concentro

 

 

Internacionalização da UnB

-Apoio e suporte ao INT na realização de Feiras de Internacionalização

-Ampliação de programas de mobilidade de professores, alunos e pesquisadores

-Diálogo com a reitoria e o INT em prol de um Plano de Internacionalização, que consolide essa estrutura como o marco nacional da Universidade de Brasília

-Apoio aos estudantes de outros países em questões relacionadas à inclusão universitária e carências eventuais de estruturas de capacitação e adaptação da Universidade

-Relações de parceria com outras Universidades no mundo e entidades não lucrativas de intercâmbio (AFS)

-Desburocratização e incentivo ao intercâmbio de alunos

 

 

Saúde Universitária

 

 

Pleitear:

-Diálogo consistente junto à EBSERH, visando melhorias no HUB

-Modernização do centro de desenvolvimento tecnológico do HUB e revisão dos contratos de patente da UnB. Atualmente, os pesquisadores têm direito apenas a 5% sobre o lucro de uma patente descoberta por ele na Universidade

-Convênio da UnB com UBS próximas aos campi para distribuição de recursos humanos e demandas

-Proposta de convênio com a iniciativa privada para construção de uma Escola Experimental voltada às áreas de estudo de graduação e pesquisa

-Convênios com a iniciativa privada para uma estabilização econômica minimamente adequada do HUB (Crise da SES-DF)

-Revitalização do espaço físico do HUB e melhorias na segurança

-Aprimorar atendimento de emergência no HUB e pleitear por uma estrutura de assistência médica para a comunidade acadêmica

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