A ascensão da Direita Universitária e a exibição de “O Jardim das Aflições” na UnB!

Evento com sucesso de público foi exibido no dia em que marcou-se o centenário da nefasta Revolução Russa.

Fotografia por: Lázaro Rennan

Na noite de ontem, apesar de chuvoso, o clima era bastante tenso na federal de Brasília (UnB). Em coordenação com a Unilivres, o Movimento Reação Universitária organizou um cine-debate de estrondoso sucesso para a exibição do documentário – O Jardim das aflições, dirigido por Josias Teófilo e produzido por Matheus Bazzo.

Na ocasião, estima-se que mais de 270 pessoas tenham comparecido ao evento. Em contagem simultânea e manual, havia, já no início da noite, mais de 230 presentes com fileiras, escadarias e corredores do anfiteatro abarrotados de gente – que compareceram para prestigiar o filme acerca da vida e obra do professor, escritor, jornalista e filósofo Olavo de Carvalho.

Exibição de O Jardim das aflições. Fotografia por: Lázaro Rennan.

O ato foi organizado em resposta à violação da liberdade de expressão ocorrida na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na qual grupos de estudantes foram violentamente agredidos em cine-debate de exibição do documentário.

Em tom provocativo, mas sem sucesso,  coletivos de extrema-esquerda e partidos políticos como o PCO organizaram, de última hora, ao lado do anfiteatro em que o documentário fora exibido, o “Cine-Marx”. Este contou com a presença da Deputada Federal Érika Kokay (PT) e tinha como intuito comemorar os 100 anos da Revolução Russa – regime genocida que, estima-se por baixo, assassinou mais de 100 milhões de inocentes.

Foto ao encerramento do cine-debate. Fotografia por: Lázaro Rennan.

Se o clima ao lado de fora era de tensão, dentro do anfiteatro era de leveza e bom humor: estudantes e ex-alunos da Universidade de Brasília, jovens, pais e mães de família, trabalhadores, empresários e grandes representantes de movimentos civis se faziam presentes (Equipe do Brasil Paralelo, Avança Brasil, Bloco Movimento Brasil, Instituto Visamos e tantos outros) para confraternizar e assistir ao documentário.

Após breve explanação sobre a trajetória de luta do grupo Reação em defesa de uma Universidade mais plural, aberta ao povo e livre, puxou-se um coro descontraído em “homenagem” à revolução russa, no qual as muitas vozes presentes entoaram:

Verde e amarelo,

A nossa bandeira não tem foice e nem martelo!

Mesa para cine-debate. Fotografia por: Lázaro Rennan

Após a exibição do documentário, que recebeu calorosa salva de palmas, iniciou-se uma breve apresentação com grandes nomes da sociedade civil: o advogado, Dr. Paulo Fernando; a ativista política e ex-procuradora do DF, Beatriz Kicis; o Dr. Bráulio Porto, professor do Departamento de Pedagogia da UnB; e, o nosso presidente, Osmar Bernardes Jr. Na ocasião, puderam expor brevemente suas compreensões sobre a obra e a influência do professor Olavo em suas trajetórias pessoais.

O Movimento Reação Universitária certamente tem muito a agradecer e comemorar: em data que se marcou o centenário da tragédia Russa, a Universidade de Brasília e a sociedade brasiliense abraçaram os ideais e os valores de liberdade. Isto é, sem sombra de dúvidas, o que nos motiva e inspira a manter uma direita universitária que agregue, cada vez mais, estudantes conservadores e liberais na certeza de que, a partir da nossa consolidação, honraremos à sociedade que a tão duras penas nos custeia.

Confira trecho da abertura da sessão do cine-debate:

Cine UnB – O Jardim das aflições. Mais de 230 presentes em ato em defesa da Liberdade de expressão, que foi violentamente suprimida na UFPE.

Posted by Movimento Reação Universitária on Tuesday, November 7, 2017

Atenção: Tanto o Movimento Reação Universitária quanto a Unilivres ressaltam que respeitam as diferentes preferências políticas dos presentes e compreendem que isso fortalece imensamente o debate no Estado Democrático de Direito. Contudo, ambos os grupos evidenciam o caráter independente de suas instituições, visto que em seus corpos de membros a pluralidade também se faz presente.

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